Videogames são perigosos?

28/06/2011 14:10

Cada vez mais acessíveis, os jogos eletrônicos são febre entre os jovens do mundo inteiro. Até que ponto isso é bom ou ruim?

 

Por Pedro Costa

 

Renan acorda todos os dias 6:30h da manhã pra ir à aula. Sua mãe, dona Regina, reclama da demora do garoto de 14 anos em levantar-se. “Todos os dias é a mesma coisa. Fica enrolando na cama e acaba se atrasando!”, queixa-se. Renan pede mais cinco minutos, mas esses cinco minutos viram dez, quinze, vinte! 

 

Pra dona Regina, o motivo pra essa dificuldade toda tem um único culpado: “com certeza é esse maldito Playstation!”, afirma. Pudera, o garoto fica até depois de meia noite jogando seus games sem se importar que na manhã do dia seguinte tem que ir à aula. “Não sinto sono enquanto estou jogando”, afirma Renan.

 

 

 Renan fazendo o que mais gosta: jogar seu Playstation Imagem: Pedro Costa

 

O caso de Renan é mais comum do que se imagina. Videogames se tornaram tão acessíveis que hoje é difícil achar algum jovem que não tenha um console. E a oferta de jogos é tão grande, a evolução gráfica é tão incrível, que é impossível não ficar “vidrado” em frente à telinha quando está diante de um game que te interessa. Portanto, é natural que o prazer de jogar acabe virando um vício.

 

Renan afirma que fica, em média, 5h por dia em frente ao seu Playstation. “Nem vejo o tempo passar! Faço meus deveres de casa, lancho, tomo banho, vou ao curso de inglês e quando chego em casa, ligo o videogame e só paro quando pra dormir”, declara o garoto. Com essa rotina, segundo um estudo britânico divulgado recentemente, Renan e todos os jovens que passam mais de 4h diárias jogando ou assistindo TV correm o risco de desenvolver problemas de atenção, restringindo suas capacidades imaginativas e cognitivas.

 

De acordo com o responsável pela pesquisa, Dr. Tony Cassidy, da Universidade de Ulster, na Irlanda do Norte, o jovem precisa exercitar sua mente, ao invés de ficar “engolindo” as histórias prontas dos videogames e programas de TV. “Não significa que a criança e o adolescente tenham que ficar o dia inteiro resolvendo complexos cálculos matemáticos. Devem praticar um esporte, ler livros de seu interesse, sair de casa para interagir com as pessoas e, até mesmo, dormir mais, pois o sono é essencial para manter o cérebro em pleno desenvolvimento”, afirma o pesquisador.

 

“Entretanto, não faz mal nenhum assistir TV ou jogar videogames, desde que haja devida moderação e tome alguns cuidados, como não ficar perto demais da televisão, ficar sentando com boa postura e fazer pequenas pausas para descansar os olhos”, completa Tassidy.

 

E vc? Quanto tempo fica jogando por dia?